Depois da viagem infernal ao Triângulo Mineiro, dedicamos nossas semanas à pré-produção do novo EP e a dois shows no Cultural Bar, um com Velotrol e outro com Léo Jaime, em agosto e setembro. Agora, as novas sobre o EP. Aquela música sem nome sobre a qual falei uns posts atrás foi batizada de "Karma Baby". Adaptei um poema de nosso amigo Adauto Oliveira, escrevi algumas linhas e encaixei em uma melodia do Fabricio para a música do Fausto. Ficou um petardo, é a mais pesada das três e vai batizar o EP, que vai se chamar "Karma, baby!". Ela se junta a "Bem perto" e "Quer saber", e ainda não sabemos se incluiremos aquela faixa bônus sobre a qual já falei. O Fernando Priamo vai fazer nossas fotos no início da próxima semana, e o pessoal da Boom Criações já está trampando na arte do disquinho. "Karma, baby!" é nosso quarto lançamento oficial, vem atrás de "Rockae Roll Combustível", de 2005, "Trindade", de 2006, e "À moda do caos", de 2009. As gravações vão rolar amanhã, no Studio Metropolis, do Rodrigo Itaboray, que é um cara com quem queremos trabalhar há algum tempo. A produção é assinada pelo Nando Costa (coproduziu com a gente). Ele trabalhou na pré com a gente em agosto e zarpou para os Estados Unidos, onde vai fazer também a mixagem e a masterização. Nossa expectativa é de colocar o EP na rua em novembro. O pré-lançamento rola dia 29 de outubro, no Cultural Bar, em um show com a Pitty.
Stay tuned for more rock and roll.
Salud y pesetas y tiempo para gastarlas!
Del
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Viagem sinistra
Nossa viagem ao Triângulo Mineiro para tocar no festival Triângulo Music foi, como posso dizer, uma odisseia. Como eu já havia dito aqui antes, não gosto de tocar em concurso de banda, mas amo viajar com os caras para tocar em mares de morros nunca dantes navegados. No caso do Triângulo, os morros acabam depois de Conselheiro Lafaiete. Saímos daqui em uma van com a rapaziada do Suíte Bar, levando Itamar no lugar do Jim, e com um motorista fanfarrão cujo nome terminava com "inho". Saímos por volta da meia-noite de quinta-feira e tudo foi bem até Barbacena, onde fizemos um rango e pegamos o batera do Suíte, que nos esperava. Depois que terminou de passar "Pague para entrar, reze para sair" no DVD, a coisa ficou um pouco sombria. O motorista começou a cochilar ao volante. Cochilou até a gente pedir que parasse. Paramos em algum ponto entre Barbacena e Belo Horizonte, ele tomou um café, mas não teve jeito. Continuou cochilando. Fiquei acordado até a saída de BH, onde paramos de novo para que ele se recobrasse. Continuamos até o amanhecer, depois de Itamarati de Minas. Ordenamos que ele dormisse. Deixamos que descansasse por 1h30, até 8h30. Quando eu o acordei, ele se assutou e disse "E aí, galera??? Dormir mais um pouquinho???" E seguimos viagem, ele seguiu cochilando mesmo sob um sol escaldante, paramos para almoçar e chegamos a Uberaba no fim da tarde. Passamos o som e fizemos o que dava para fazer numa sexta-feira 13 de agosto: bebemos. Não tínhamos hotel, nem camarim - que só foi liberado próximo à hora do show -, então, tomamos umas cervejas e esperamos nossa hora. Em termos de divulgação foi legal, pudemos dar entrevistas para a Jovem Pan, para a TV Globo, incluíram "Ela só quer se divertir" em uma coletânea do festival. Não ganhamos, obviamente. Nem os meninos do Suíte. Na verdade, eu não entendi até hoje porque levaram a gente para a seletiva de um festival que tinha Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Restart (ou Cine? não sei, é tudo igual pra mim). Não tem nada a ver com o que fazemos, não teria como encaixar a gente ali. Depois do show, rolou um boato vindo de alguém da organização que as bandas de JF eram meio beberronas... rs! Enfim, não era um ambiente muito salutar pra gente, mas valeu o passeio. E os sanduíches no camarim eram fabulosos! Na volta, logo após a divulgação do resultado, mais terror: o motorista continuou dormindo ao volante, viemos parando em lugares sinistros para que ele descansasse, nos perdemos dentro de BH e só chegamos em JF por volta das 14h do sábado. Pelo menos, vivos.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Itamar dá uma força
Hola, amigos.
Sexta-feira vamos tocar na eliminatória do Triângulo Music, em Uberaba. Infelizmente, o Jim não poderá tocar com a gente. Problemas com o trabalho e a pós-graduação o impedem. O resto de nós, no entanto, conseguiu se arranjar e vai dividir uma van com o Suite Bar até o Triângulo Mineiro. Desde ontem de manhã estamos correndo atrás de um baixista. Ligamos para amigos, conhecidos e desconhecidos e, até os 45 do segundo tempo, não havíamos conseguido ninguém para substituir. Até eu ligar para o Rhee Charles, vocalista da Glitter Magic e amigo de longa data, e conseguir o telefone do Itamar, que fez um show de tributo ao Matanza com o Rhee na semana passada. Liguei para o Itamar, expliquei a situação, "olha, é aprender um par de músicas nossas, entrar numa van na quinta-feira à meia-noite, viajar xxxkm, tocar na sexta à noite, subir na van de novo e voltar pra casa, topas?" Ele mal esperou eu terminar e lascou um "tô dentro". "A gente tem um ensaio no Nahkasa hoje, às 23h, se vc puder aparecer...". "Sei onde é, encontro vocês lá". E assim nossa participação no festival está garantida.
É um longo caminho, eu sei... mas o destino é a estrada.
Salud y pesetas!
Del
Sexta-feira vamos tocar na eliminatória do Triângulo Music, em Uberaba. Infelizmente, o Jim não poderá tocar com a gente. Problemas com o trabalho e a pós-graduação o impedem. O resto de nós, no entanto, conseguiu se arranjar e vai dividir uma van com o Suite Bar até o Triângulo Mineiro. Desde ontem de manhã estamos correndo atrás de um baixista. Ligamos para amigos, conhecidos e desconhecidos e, até os 45 do segundo tempo, não havíamos conseguido ninguém para substituir. Até eu ligar para o Rhee Charles, vocalista da Glitter Magic e amigo de longa data, e conseguir o telefone do Itamar, que fez um show de tributo ao Matanza com o Rhee na semana passada. Liguei para o Itamar, expliquei a situação, "olha, é aprender um par de músicas nossas, entrar numa van na quinta-feira à meia-noite, viajar xxxkm, tocar na sexta à noite, subir na van de novo e voltar pra casa, topas?" Ele mal esperou eu terminar e lascou um "tô dentro". "A gente tem um ensaio no Nahkasa hoje, às 23h, se vc puder aparecer...". "Sei onde é, encontro vocês lá". E assim nossa participação no festival está garantida.
É um longo caminho, eu sei... mas o destino é a estrada.
Salud y pesetas!
Del
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
No Triângulo Music
Hola, capetada!
Ficamos sabendo hoje que fomos selecionados para tocar na eliminatória do festival Triângulo Music. O show será na sexta que vem, dia 13 de agosto, eu disse sexta-feira 13 do mês de agosto, em Uberaba-MG.
Eu não curto muito tocar em concurso de bandas, já tocamos algumas vezes e a experiência geralmente não é das melhores. Acho sempre injusto (não com a gente, mas com todo mundo, porque música não é basquete, não dá pra ficar disputando quem é melhor ou é pior quando você está falando de algo tão subjetivo, quando está lidando com uma expressão artística).
De qualquer forma, a gente entrou nessa porque é uma oportunidade de tocar para um novo público, conhecer uma nova cidade, ter uma nova experiência na estrada. Independente de ganhar ou não. Claro que o ideal é chegar à final e tocar no estádio para trocentas mil cabeças. Mas qualquer experiência, qualquer oportunidade de encontrar um novo público já é muito válida por si só.
E este ano tem sido muito generoso com a gente. Além de um ou outro show aqui em Juiz de Fora, pudemos tocar em lugares bacanas como Cinemathèque e o LENDÁRIO Circo Voador - indiscutivelmente nossa maior vitória em termos de estrada, difícil superar um dia -, pudemos conhecer novas casas e novos públicos em Curitiba, Blumenau e Joinville.
Só podemos agradecer às pessoas que ouvem nossa música e a acham relevante o suficiente para nos permitir rodar por aí. Obrigado. Obrigado. Obrigado.
Se quiser dar uma conferida, o link do site do festival é: www.triangulomusic.com.br/concurso-banda.
Ficamos sabendo hoje que fomos selecionados para tocar na eliminatória do festival Triângulo Music. O show será na sexta que vem, dia 13 de agosto, eu disse sexta-feira 13 do mês de agosto, em Uberaba-MG.
Eu não curto muito tocar em concurso de bandas, já tocamos algumas vezes e a experiência geralmente não é das melhores. Acho sempre injusto (não com a gente, mas com todo mundo, porque música não é basquete, não dá pra ficar disputando quem é melhor ou é pior quando você está falando de algo tão subjetivo, quando está lidando com uma expressão artística).
De qualquer forma, a gente entrou nessa porque é uma oportunidade de tocar para um novo público, conhecer uma nova cidade, ter uma nova experiência na estrada. Independente de ganhar ou não. Claro que o ideal é chegar à final e tocar no estádio para trocentas mil cabeças. Mas qualquer experiência, qualquer oportunidade de encontrar um novo público já é muito válida por si só.
E este ano tem sido muito generoso com a gente. Além de um ou outro show aqui em Juiz de Fora, pudemos tocar em lugares bacanas como Cinemathèque e o LENDÁRIO Circo Voador - indiscutivelmente nossa maior vitória em termos de estrada, difícil superar um dia -, pudemos conhecer novas casas e novos públicos em Curitiba, Blumenau e Joinville.
Só podemos agradecer às pessoas que ouvem nossa música e a acham relevante o suficiente para nos permitir rodar por aí. Obrigado. Obrigado. Obrigado.
Se quiser dar uma conferida, o link do site do festival é: www.triangulomusic.com.br/concurso-banda.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Três novas
Hey, fellows.
Blogando rapidinho antes do início de Vitória x Santos. Ontem compusemos a última das três músicas que vamos colocar no novo EP. Ainda não tem nome, porque eu não escrevi a letra. A música nasceu a partir de um riff muito foda do Fausto, que mostrou pra gente no ensaio (já havia me mostrado antes). Daí começamos todos a dar pitacos, fuçar, mexer e acredito que não mudaremos muito. Em uma hora e pouquinho... ficou um petardo, muito bacana. Antes já tínhamos "Bem perto", que é uma música originalmente do Fabricio. Eu escrevi a letra sobre uma melodia muito foda e bem rock 'n' roll do Fabs, mas mexemos muito no estúdio também, alteramos o refrão e outros bichos. E a outra é "Quer saber", excelente música do Frango (também escrevi a letra desta em cima da melodia do galináceo). Na semana que vem devemos sentar com o Nando Costa, a quem convidamos para ajudar na produção do EP, para acertar os detalhes. Espero ter uma letra nova até lá. Estamos pensando em colocar uma faixa bônus neste EP, mas, por enquanto, é surpresa. As gravações devem rolar no final do mês, e nossa intenção é lançar o disquinho em setembro, com pompa, circustância e fuleragem.
Stay tuned for more rock 'n' roll!
Salut y pesetas y tiempo para gastarlas... siempre!
Del
Blogando rapidinho antes do início de Vitória x Santos. Ontem compusemos a última das três músicas que vamos colocar no novo EP. Ainda não tem nome, porque eu não escrevi a letra. A música nasceu a partir de um riff muito foda do Fausto, que mostrou pra gente no ensaio (já havia me mostrado antes). Daí começamos todos a dar pitacos, fuçar, mexer e acredito que não mudaremos muito. Em uma hora e pouquinho... ficou um petardo, muito bacana. Antes já tínhamos "Bem perto", que é uma música originalmente do Fabricio. Eu escrevi a letra sobre uma melodia muito foda e bem rock 'n' roll do Fabs, mas mexemos muito no estúdio também, alteramos o refrão e outros bichos. E a outra é "Quer saber", excelente música do Frango (também escrevi a letra desta em cima da melodia do galináceo). Na semana que vem devemos sentar com o Nando Costa, a quem convidamos para ajudar na produção do EP, para acertar os detalhes. Espero ter uma letra nova até lá. Estamos pensando em colocar uma faixa bônus neste EP, mas, por enquanto, é surpresa. As gravações devem rolar no final do mês, e nossa intenção é lançar o disquinho em setembro, com pompa, circustância e fuleragem.
Stay tuned for more rock 'n' roll!
Salut y pesetas y tiempo para gastarlas... siempre!
Del
terça-feira, 18 de maio de 2010
Nova safra no forno
Hey there, fellows!
Na quinta-feira passada demos início a mais um novo ciclo de produção do Martiataka. A ideia é lançar um EP nos próximos meses, provavelmente com três músicas, a exemplo do que fizemos com o Trindade, antes de partirmos para um novo disco full. A primeira música na qual estamos trabalhando se chama "Bem perto" e, aparentemente, finalizamos o primeiro arranjo ontem. Hoje vamos pegar outra, que se chama, pelo menos por enquanto, "Dois é mais nada". Também estamos correndo atrás de alguém pra produzir pra gente. Amanhã posto uma foto aqui ou no fotolog para vocês terem uma noção do que tá rolando no estúdio. Quem sabe, até um videozinho?
Salud y pesetas y tiempo para gastarlas!
Del
Na quinta-feira passada demos início a mais um novo ciclo de produção do Martiataka. A ideia é lançar um EP nos próximos meses, provavelmente com três músicas, a exemplo do que fizemos com o Trindade, antes de partirmos para um novo disco full. A primeira música na qual estamos trabalhando se chama "Bem perto" e, aparentemente, finalizamos o primeiro arranjo ontem. Hoje vamos pegar outra, que se chama, pelo menos por enquanto, "Dois é mais nada". Também estamos correndo atrás de alguém pra produzir pra gente. Amanhã posto uma foto aqui ou no fotolog para vocês terem uma noção do que tá rolando no estúdio. Quem sabe, até um videozinho?
Salud y pesetas y tiempo para gastarlas!
Del
domingo, 2 de maio de 2010
Tour no sur
Quando tocamos em Curitiba em 2007, apareceu um doido, o Flávio, que morava em Blumenau e resolveu nos ver no Paraná. Ficamos amigos e, desde então, planejamos um ida ao Sul, mas tava difícil de armar dadas as mudanças de integrantes e gravação de CD, clipe etc. No início de 2010, retomei os contatos com o Flávio. Ele marcou três shows pra gente em Santa Catarina (dois em Blumenau, um em Joiville), e eu aproveitei pra marcar mais um em Curitiba com nossos queridíssimos amigos da Anacrônica (Marcelinho, Gordo, Bruno e Sandra, vocês são fenomenais). Tocamos em 21 de abril em Curitiba e foi o show mais legal da tour, pelo menos o mais cheio. Daí fomos para Blumenau, onde o Flávio e sua maravilhosa esposa Sueli nos esperavam com um loft com geladeira cheia de cerveja, playstation, DVD, camas supermacias, cachorro-quente, frutas, saladas... uma coisa de avó! Tocamos no Rock Bola, onde o cara disse que não dava pra tocar muito alto, e não tocamos, até porque não tinha equipamento pra isso - o Fausto que o diga. Mas nos divertimos a rodo e bebemos muitas Bohemias e recebemos bons elogios após o show. No dia seguinte, Joinville, que não estava cheio. Chovia demais. Mas o som lá era porrada, e mandamos bala. Tem foto e tem vídeo disso. Encerramos a tour sulista num centro cultural de Blumenau, com som ótimo também, porrada, e fizemos mais novos amigos, gente que veio conversar depois do show e estas coisas legais. Blumenau deixou saudades. Flavio, Sueli, Darwin e Matheus, vocês não existem. Muitíssimo obrigado pela acolhida. A volta foi um terror, chovia sem parar no sul, não pudemos decolar de Joinville e pegamos um ônibus para Curitiba. Pegamos um voo para SP, e de lá não tinha avião para o RJ. Novamente, com em 2007, fomos para um hotel bacanão, o Blue Tree. O jantar não chega aos pés do Hotel Glória, no Rio, tá? Saibam disso. Mas o nosso querido amigo, parceiro e entusiasta Adauto Oliveira nos pegou lá pra uma saraivada de chopes na Vila Madalena. Amamos o Adauto. E SP. Amamos SP. Com 24h de atraso, voltamos pra JF. Me arrependo de não ter pedido pra tirar uma foto com o Bi Ribeiro, que cruzamos no estacionamento do Santos Dumont. De volta a JF, amanhã começamos a trabalhar novas músicas para soltar um EP no meio do ano ou no início do segundo semestre. Nossa ideia é gravar três novas e fazer um cover ao vivo. Cover que já tocamos há anos nos shows. Espero não demorar tanto para atualizar aqui. Aí vocês (e eu, no futuro) saberão de tudo.
Salud y passion y pesetas
Del
Salud y passion y pesetas
Del
Já perceberam que eu não edito estes posts, né? Tem erro de digitação a torto e a errado. Mas vamos aproveitar o gás. Estreamos em 2010 com um show superlegal no Muzik, dia 30. Tinha uma data que eu queria fazer alguma coisa com o Renato Jukebox, quadrinhista, DJ e produtor cultural no Rio. Naquele show da Melt, no Leblon, ainda com o Diogo e o Doug na banda, ele foi jurado. Curtiu demais o nosso som e falou na moral: "Vocês não vão ganhar nada aqui hoje, porque não trouxeram público (pais, mães, irmãs, primas, namoradas). Mas eu votei em vocês", ele disse. Tentamos agitar alguma coisa várias vezes, até conseguirmos trazer a College Rock Party pra Juiz de Fora. Junto veio o Gatunos, cujo baixista, o Gus, também é produtor e DJ da festa. Grande amizade fizemos. Na semana seguinte, estávamos tocando em nosso show mais legal no Rio, no Cinemathéque, em Botafogo. O show foi gravado na mesa, a gente solta esse material um dia. Mas o mais foda estava por vir. Numa noite de quarta-feira, eu tava no jornal trampando, e me liga Jô Rocha, que trabalhou com um produtor em um dos nossos maiores fiascos, um show no Mourisco Mar, em Botafogo, uns anos antes. "Del, tô fazendo o Grito Rock 2010 no Rio, e não tenho uma banda de rock n' roll de verdade pra tocar na noite das Velhas Virgens. Não gosto de repetir banda (ela tinha botado a gente no Grito 2008, no Cine Lapa, com o Leandro na guitarra), mas queria que vocês viessem. Não tem grana, mas o show vai ser no Circo Voador, topa?" Eu fiz um doce na hora, o coração disparado, e disse "tem que ver horário, ordem das bandas, pra ver se rola. e tenho que ver a agenda". Mas fingi que tava olhando a agenda e topei na hora. Imagina, tocar no Circo Voador, onde o rock brasileiro nasceu??? Mandei mensagem pro Fabricio, liguei pro Jim, pro Fausto e pro Frango. E o Frango: "não posso. tenho um casamento pra ir." Pensei, "caralho, putaquepariu". E o Frango "mas peraí que tô com um cara aqui que resolve seu problema". Era o Douglas, bebendo cerveja com o Frango na orla (orla é na praça do bairro São Mateus, em Juiz de Fora, onde o juizforano toma banho de bar). Expliquei pro Douglas, ele topou na hora. Mas, não sei se o casamento desandou, o Frango pôde ir. E fomos pro Rio, alugamos uma van e batemos lá pra tocar no palco em que eu mais quis tocar em toda minha vida. Fomos a segunda banda e fizemos um show matador. Arrebatador. Depois vieram críticas ótimas, tipo "melhor guitarras do festival", "um vocalista que solta a voz de verdade" e não sei mais o quê. Foi foda. Isso numa noite que tinha Velhas Virgens. Débito eterno com a Jô e aquela equipe superfantástica que trabalhou no Grito. Pra mim, ao lado do show arrasador que fizemos com o Cachorro Grande no Cultural, uma data inesquecível (as ocasiões menos inesquecíveis, graças a deus, eu registro aqui e no www.martiataka.blig.com.br). Tivemos mais dois shows em JF e, depois da correria de troca de integrantes e gravação de CD, retomamos um velho projeto: voltar à Região Sul. E voltamos.
Retomando as rédeas
21h54, ainda tem meia garrafa de vinho, então, sigamos. Em outubro de 2009, fizemos um show bacana, descomprissado e putanesco no aniversário de nossa amiga Juliana Duarte, entusiasta e fã de cateirinha desde os primórdios até hoje em dia. Fizemos um repertório acústico, na cachorrada, e foi divertidíssmo. O Diogo Britto tava lá e mandou vários sons com a gente. Um sarro. Em novembro, aconteceu um troço muito legal. Nosso amigo Dudu Monsanto ia entrevistar o Duff McKagan em um festival em São Paulo, ele veio tocar com o Loaded, e me ligou. "Del, vou entrevistar o Duff. Me mando um CD de vocês pra eu dar pra ele." E o Dudu foi lá e levou, e tem uma foto do Duff, nosso grande ídolo, com um "À moda do caos" na mão. Lendas do rock!!! No mesmo mês, eu e Fabricio, a convite de nosso amigo Tomate, tocamos no Tributo à Legião Urbana, mandando Teorema. No fim do show, rolou Pais & Filhos com todo mundo cantando. Foi foda. E o mais foda foi vir gente falar que o show que tínhamos feito na noite anterior tinha sido foda. Gente que não esteve lá, mas que ouviu dizer que tínhamos arrebentado. Passamos um tempo meio por baixo em Juiz de Fora, sabe? Fazíamos bom shows fora daqui, continuamos a conquistar coisas aos poucos, mas em JF não íamos bem. Aquilo foi como uma retomada pra gente. Veio um novo show no Cultural, fechando para o Pato Fu, em 12 de dezembro. O Salomão tinha uma prova para fazer no Rio e não poderia tocar, mas não queríamos perder o show. Então, o Fabricio veio com a ideia de chamarmos o Diogo, que costumava tocar baixo nas audições dos alunos dele. Fizemos uns três ensaios com ele, para pegar o repertório todo, e mandamos um dos shows mais divertidos daquele ano. Se ficássemos tocando até de manhã, a negada continuaria lá. Tocar com o Diogo é sempre divertidíssimo. Ele, obviamente, não é baixista, então, dava porradas no baixo e o técnico de som, o Marcinho, vinha no palco, "pelamordedeus, para de bater nesse baixo"... um sarro! Pode não ter sido o primor técnico, mas foi uma noite muito divertida. No fim do mês ainda fizemos um show com o Rock Rocket no Thompson's Pub, um bar novo. Ficou meio caído, porque pouca gente conhecia o bar, mas entre mortos e feridos salvaram-se todos. 2010 tinha coisas muito melhores nos aguardando.
Fausto na guitarra
Tiramos a virgindade do Fausto em um show bem legal no Cultural Bar, no dia 19 de junho de 2009. Foi o lançamento do clipe de "Ela só quer se divertir". Metemos um banner maneirão no palco, presente da minha mãe, Dona Eloísa, entusiasta mor e fabricante de nossas camisas (por estas nós pagamos, ok?). Um cara lá em Ubá tinha uma dívida com ela, e ela mandou fazer o banner. Aí abusamos: fizemos um de três metros de altura, com design cortesia da Boom Criações, da qual meu cunhado Cléucius Augustus Leopoldus III é sócio. Ele também fez a capa do CD, vocês já devem saber. Também compramos uma mangueira de luz, tipo aquelas de natal, mas diferente, que copiei de um show do Verbase, na gravação do DVD deles. Continuaum sendo uma grande influência para nós, salve Badaró! Daí vieram mais shows para divulgar o CD. O show na Obra, em BH, não ficou cheio, mas foi foda porque conseguimos meia página no caderno de cultura do Estado de Minas, um dos maiores jornais do Brasil. Como se vê, o Fausto só pegou filé, o filha da puta. Em julho, sofremos um baque: morreu em São Paulo nosso querido amigo Breno Bolan, baixista da Condessa Safira, vítima de pneumonia. Foram dias tristes pra gente. Acompanhamos de longe todo o processo, internação dele, melhora e, depois, a morte. Em 31 de julho, dedicamos ao Brenão nosso show ao lado de um grande ídolo, especialmente do Fabricio e do Jim: Joe Lynn Turner, no Cultural Bar. E a gente nem podia esperar o melhor. Armamos de tocar "Smoke on the water" com o Nando Cerutti, puta guitarrista e grande amigo do Fausto. Chamamos o Rhee Charles, do Glitter Magic, pra cantar com a gente. E, do nada, eis que surge no palco o próprio Turner pra cantar. Tem foto pra provar, ok? Eu pude cantar "Smoke on the water" com o ex-vocalista do Deep Purple. A gente pode tocar com ele. As fotos lá no fotolog dizem tudo. Muita alegria. Aí veio o show no Inferno, em São Paulo, com o Forgotten Boysts. O Frango tava no RS e não pôde ir, então, tocamos com o Douglas, nosso velho brother. Ele aprendeu as músicas novas às pressas e fomos lá e fizemos o show. Primeiro show sem cigarro em São Paulo, graças à proibição da prefeitura de lá. Em 3 de outubro, lançamos nosso disco em nossa casa preferencial, nossa cozinha, o Café Muzik. Na abertura, que virou encerramento, teve o Kiabbo. Foi um show foda, porque chamamos uma penca de amigos para participar: o Tiago, do Hibrida, cantou Asas comigo. Fil, do Cadillacs, tocou Mundo Bar. Jandão, do SA, tocou Declare Guerra. Eminho, do Muamba, O Pão da Minha Prima. Erick, do Tangerine Poetrees, Come Together. Corellio, do Ferrovelho, que tocou um tempinho no Martiataka, mandou Remedy. A Monique, cantora do Ferrovelho, era para ter cantado esta também, mas não apareceu. Assim como o ídolo Tuka, que saiu antes de cantar Mundo Bar. E o Daniel Goulart, do Eminência, tocou Wrathchild, que eu achei a participação mais legal, pelo inusitado da coisa, já que ele é guitarrista do Eminência Parda, uma banda conhecida em JF pelo fato de ter uma pegada mais MPB. Que noite!
Atualizando um ano
CARALHOOOOOO!!! ESCREVI UM MILHÃO DE PALAVRAS E DELETEI A PORRA TODAAA!!!! Um ano para atualizar aqui. Deixa ver. Começamos pela saída do Sarmento. Houve certos problemas de relacionamento durante as gravações do "À moda do caos", porque o Sarmento chegou com o disco já composto e arranjado, e não pôde contribuir como queria. Conversamos sobre isso, mas os tais problemas de relacionamento acabaram se agravando e, civilizadamente, ele preferiu sair. Continuamos nos falando, o Fabricio colaborou no disco dele, o Thiago gravou todas as músicas, e eu cantei uma também, "Os reis da noite". Mas com a saída dele, fomos atrás de outro imediatamente. Eu vinha conversando com o Fausto Coimbra, que trabalha comigo no jornal, é cantor, compositor e guitarrista e tinha uma banda chamada Field, sobre um projeto paralelo, de sacanagem, curtição. Em vez de entrar com ele no projeto paralelo, sugeri o nome dele para a banda. Ele veio, fez o ensaio e colou de cara com a gente. O Fausto tem um jeito muito peculiar de tocar guitarra. Todos os outros guitarristas que passaram pela banda eram solistas, sempre tivemos duas guitarras solo. E ele entrou para cumprir este papel, mas tem outras referências (peraí, minha filha de 3 anos - quase 4 - veio aqui me mostrar com ela sabe tocar e cantar Mundo Bar)...
Então, o Fausto tem referências diferentes de nossos outros guitarristas, Sandro, Diogo, Leandro, Sarmento, que eram mais de uma escola clássico/hard/metal. Ele curte mais new metal, Seattle, alt rock... enfim, outra praia. Mas curtia demais o nosso som, nossa energia, e tava na pilha de tocar. E foi foda. Isso, com o tempo, trouxe uma dinâmica diferente para o Martiataka, de execução, arranjo e composição. Bom, mas isso foi mais adiante. De imediato, o Fausto colaborou com o contato dele com o diretor Demétrius Coutinho, que fez o clipe de "Ela só quer se divertir". E Fausto trabalhou pesado na produção, o que é muito importante pra estar no Martiataka: trablahar. Paralelamente à produção do clipe, íamos ensaiando, passando o repertório pra ele. A gravação do clipe foi uma odisseia. Ficamos o dia todo em uma galeria vazia do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas e, na hora de gravar, o CCBM não aguentou o tranco e a energia caiu. Achamos um eletricista no domingo à noite, que resolveu o bagulho e pudemos gravar. Tomamos um vinho, fizemos jams acústicas até a hora de poder gravar e ficou foda. O Demétrius esmerilou. Gastamos quase nada na produção, porque a produtora para qual o Demétrius trabalhava, Mais Comunicação, fez o cllipe de graça, porque queria montar portifólio de videoclipes e estreou com a gente. Ficou sensacional, procure no YouTube.
Então, o Fausto tem referências diferentes de nossos outros guitarristas, Sandro, Diogo, Leandro, Sarmento, que eram mais de uma escola clássico/hard/metal. Ele curte mais new metal, Seattle, alt rock... enfim, outra praia. Mas curtia demais o nosso som, nossa energia, e tava na pilha de tocar. E foi foda. Isso, com o tempo, trouxe uma dinâmica diferente para o Martiataka, de execução, arranjo e composição. Bom, mas isso foi mais adiante. De imediato, o Fausto colaborou com o contato dele com o diretor Demétrius Coutinho, que fez o clipe de "Ela só quer se divertir". E Fausto trabalhou pesado na produção, o que é muito importante pra estar no Martiataka: trablahar. Paralelamente à produção do clipe, íamos ensaiando, passando o repertório pra ele. A gravação do clipe foi uma odisseia. Ficamos o dia todo em uma galeria vazia do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas e, na hora de gravar, o CCBM não aguentou o tranco e a energia caiu. Achamos um eletricista no domingo à noite, que resolveu o bagulho e pudemos gravar. Tomamos um vinho, fizemos jams acústicas até a hora de poder gravar e ficou foda. O Demétrius esmerilou. Gastamos quase nada na produção, porque a produtora para qual o Demétrius trabalhava, Mais Comunicação, fez o cllipe de graça, porque queria montar portifólio de videoclipes e estreou com a gente. Ficou sensacional, procure no YouTube.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Single virtual dia 19

Hola, amigos!
Estamos muito felizes por termos fechado com o Senhor F o lançamento de um single virtual do "À moda do caos". Escolhemos "Brinquedo favorito", "Pedra de gelo" e "Ela só quer se divertir", as três primeiras músicas do disco, para usar nesta bolachinha virtual. As músicas serão disponibilizadas no Senhor F (http://www.senhorf.com.br/) no dia 19 de junho, de graça, acompanhadas de capinha e label para imprimir em casa.
A masterização do disco foi finalizada e, depois dos últimos ajustes, ficou, como eu posso dizer, um tirambaço! Muito bom trabalho do Kain, as músicas estão com um punch incrível!
Estamos também trabalhando na finalização do clipe de "Ela só quer se divertir", que será lançado no Cultural Bar também no dia 19 - junto com a turnê "Caos na Estrada 2009". O pessoal da Mais Filmes está arrebentando, e deu pra ficar muito contente com o primeiro corte do clipe.
Aguardem mais novas!
Stay tuned for more rock 'n' roll!!
Salud y pesetas y tiempo para gastarlas... siempre!!!
Del
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Mais duas e boas novas

Hola, amigos!
Temos muitas novidades para serem contadas nos próximos dias. A mais imediata é que acabamos de liberar, na íntegra, mais duas músicas para audição no www.myspace.com/martiataka: "Na sua frente (3, 2, 1)" e "Eu (só quero saber de mim)". Outra boa nova é que, no final de semana, vamos gravar um clipe, com produção da Mais Comunicação e direção de Demetrius Coutinho. A música escolhida foi o primeiro single do CD, "Ela só quer se divertir", que também será disponibilizada para ser baixada de graça em breve. Sobre isso, novidades em um próximo post. E uma terceira novidade é o início da turnê "Caos na Estrada 2009", marcado para o dia 19 de junho, no Cultural Bar, em Juiz de Fora. Vamos queimar chão a partir do mês que vem com um show completamente, eu disse COMPLETAMENTE novo, e esperamos encontrar velhos amigos e fazer novos em breve. No show do Cultural, vamos aproveitar para fazer o lançamento do clipe e promover otras cositas más. Tudo a seu tempo.
Salud y pesetas y tiempo para gastarlas...
Siempre!
Del
terça-feira, 31 de março de 2009
Master
A situação é a seguinte:
O disco está mixado. Isso quer dizer, na prática, do ponto de vista criativo, que está pronto, não há nada mais o que mexer nas músicas, nenhuma edição, nada mais a gravar. Enquanto escrevo aqui, o Kain está no estúdio dele masterizando as músicas. Já recebemos a master de "Brinquedo favorito", que vai abrir o CD. Nas palavras do Kain, "big sound", ou seja "porradão". Aprovamos, e agora ele está terminando o trabalho. Com a master pronta, o negócio é mandar o disco para a fábrica. O encarte também está pronto, um trabalho primoroso da Boom Criações. Os malucos lá também serão responsáveis pelo desenvolvimento da identidade visual e das peças de divulgação do "À moda do caos". Camiseta, adesivo, banner, material de ponto de venda, caixa de fósforo... Enfim, só vamos perder em merchandising para o "Batman Begins"! Os shows estão sendo marcados, estamos ensaiando um espetáculo completamente novo, novo repertório, releituras novas para velhas músicas, nova decoração de palco... em breve a gente bota tudo na agenda, de uma vez só. O novo site vai para o ar no início de maio e, junto com ele, o primeiro single do disco, que será "Ela só quer se divertir". Na mesma época, enviaremos a música para as rádios. Enquanto isso, você pode degustar a canção no nosso Myspace (www.myspace.com/martiataka). Espero que goste. Acima, uma foto de nosso último show, no sensacional palco do novo Cultural Bar.
Salud y pesetas
Del
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Mais duas inéditas
Liberamos "Brinquedo favorito" e "Eu não menti" para serem ouvidas em streaming no MySpace.
Então, eu te pergunto: tá fazendo o quê aqui???
Corre lá: www.myspace.com/martiataka
Então, eu te pergunto: tá fazendo o quê aqui???
Corre lá: www.myspace.com/martiataka
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Primeira mix
Hola, compadres y comadres!!!
Ontem ficamos até as 2h da madrugada na casa do Sarmento, ouvindo a primeira mixagem do disco novo. Não tem muito o que ajustar, vamos preservar aquele clima punk de show ao vivo, sem ficar procurando acertar imperfeições demais. As versões finais, que serão definidas depois destes últimos ajustes técnicos que o próprio Sarmento fará com o Kain esta semana, não mudarão praticamente em nada as versões que estamos disponibilizando desde a semana passada no MySpace (www.myspace.com/martiataka). Ficamos todos bastante satisfeitos com o resultado final. A diferença com relação ao que havíamos divulgado é só uma: "Brinquedo favorito" será a canção de abertura do CD, trocando de lugar com "Pedra de gelo", que pulou para segundo. Hoje à noite, teremos um ensaio para o show do Cultural, na semana que vem, e para benzer o corpo para o carnaval que se aproxima inexorável! Receberemos duas visitas ilustres hoje: Diogo Britto e Douglas Gomes, que acharam um lugarzinho em suas agendas atribuladas, concorridas e entupidas para levar um som com a gente no dia 28, lembrando os velhos tempos. Nada mais adequado do que receber os dois para uma canja no show de despedida do antigo Cultural Bar. Seremos a última banda a tocar na última noite daquele palco onde já deixamos um bocado de suor, então, não deixem de aparecer: será uma apresentação histórica!
Salud y pesetas!
Del
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
O ódio que alimenta

E, finalmente, o final.
"O ódio que alimenta" é a música que fecha o disco e a menos reta de todas as do CD. Vocês poderão ouvir um trecho dela em breve no Myspace (www.myspace.com/martiataka), mas não vou adiantar muito para não estragar a surpresa. Eu vejo "O ódio que alimenta" mais ou menos como uma continuação de "Corra coelho", no sentido lírico. Trata mais ou menos da mesma coisa, tirem suas próprias conclusões aí abaixo. Esta música foi a maior colaboração do Leandro Trombini (o bonitão aí da foto) para o Martiataka. Ele criou um riff fantástico, pesado e ao mesmo tempo dançante, e eu escrevi a letra em cima daquilo. Depois, junto com o resto da rapaziada, definimos o refrão - que é uma surpresa no CD - e saiu o "Ódio", o canto do cisne de "À moda do caos". O Leandro é um dos melhores guitarristas que eu já conheci, e também um excelente companheiro de banda que, por contingências da vida, não pôde continuar com a gente. Vamos ser sempre agradecidos a ele pelo presentão que nos deixou antes de partir. Ladies and gents, "O ódio que alimenta".
O ÓDIO QUE ALIMENTA
Taca fogo em tudo, crie outro tumulto
Fuja novamente sem olhar pra trás
O ódio que alimenta é o mesmo que atormenta
Mas a esta altura acho que tanto faz
Quem ainda acredita nesta história batida
No papel que você resolveu interpretar
Nesse seu teatro, nesse drama barato
Na sua busca por alguém para culpar
Você só enxerga perigo
E a sua raiva se espalha
Todos são inimigos
E a cama é mais um campo de batalha
Você não é melhor e a sua dor não é pior
Que aquela que você adora provocar
Nada especial, todo mundo sangra igual
Quando o corte é profundo e não vai fechar
E como é que vai ser, o que é que vai acontecer
Quando não houver sobrado mais nenhum vilão
Nenhum antagonista, nenhum porco chauvinista
Nenhum adversário pra botar no chão
Taca fogo em tudo, crie outro tumulto
Fuja novamente sem olhar pra trás
O ódio que alimenta é o mesmo que atormenta
Mas a esta altura acho que tanto faz
Quem ainda acredita nesta história batida
No papel que você resolveu interpretar
Nesse seu teatro, nesse drama barato
Na sua busca por alguém para culpar
Você só enxerga perigo
E a sua raiva se espalha
Todos são inimigos
E a cama é mais um campo de batalha
Você não é melhor e a sua dor não é pior
Que aquela que você adora provocar
Nada especial, todo mundo sangra igual
Quando o corte é profundo e não vai fechar
E como é que vai ser, o que é que vai acontecer
Quando não houver sobrado mais nenhum vilão
Nenhum antagonista, nenhum porco chauvinista
Nenhum adversário pra botar no chão
Seu dono

Hey, fellows!
Vamos desovar o que falta!
Enquanto nos preparamos para um show em tributo aos Rolling Stones (a foto acima, de Fernando Priamo, é uma releitura da capa de "The Rolling Stones: England's newest hit makers", disco de estreia deles, e foi publicada na edição de hoje da Tribuna de Minas), convite para o qual não pudemos dizer não, e finalizamos a mixagem de "À moda do caos", vamos voltar a atualizar isso aqui com mais freqüência, porque a grande hora está para chegar. Abaixo segue a letra de "Seu dono". É uma letra bem antiga, ainda da época do RRC, mas que eu e o Fabricio nunca havíamos conseguido resolver bem como música. Então, nesta safra de composições para o Caos, o Fabricio fez uma base lá com o Salomão um dia e esse material ficou rodando em nossas pastas de MP3. Um belo dia eu peguei esta base e encaixei nela a letra, que originalmente se chamava "Doente". As estrofes encaixaram perfeitamente, mudei o refrão, virou "Seu dono" e vai ser a penúltima música do CD. Se você procurar no seu encarte do RRC, vai achar lá um trecho da letra: "Quero vestir a sua pele porque já vesti meus olhos de você".
Babi índio enjoy it!
DOENTE
Quero vestir a sua pele
Porque já vesti meus olhos de você
E não vejo nada que me impeça
De trancar você em mim e te prender
Porque você nasceu
No momento em que eu te vi
E o que um dia foi seu
Agora pertence a mim
Fique comigo
E eu não te abandono
Fique comigo
E obedeça o seu dono
Sua carne eu já devorei
Pra poder sentir seu cheiro em meu suor
E você nunca sai de mim
Nem mesmo quando a febre vem pior
É um vício sem fim
Uma fome entorpecente
Agora venha pra mim
Arrastando as suas correntes
Eu paguei todos meus pecados
Vendo aqueles que você viveu
Agora somos condenados
Seus desejos são os comandos meus
Quem sabe eu te leve amanhã
Comigo por aí pra passear
E vamos a uma casa de espelhos
Onde haja só nós dois pra enxergar
Fique comigo
Quero vestir a sua pele
Porque já vesti meus olhos de você
E não vejo nada que me impeça
De trancar você em mim e te prender
Porque você nasceu
No momento em que eu te vi
E o que um dia foi seu
Agora pertence a mim
Fique comigo
E eu não te abandono
Fique comigo
E obedeça o seu dono
Sua carne eu já devorei
Pra poder sentir seu cheiro em meu suor
E você nunca sai de mim
Nem mesmo quando a febre vem pior
É um vício sem fim
Uma fome entorpecente
Agora venha pra mim
Arrastando as suas correntes
Eu paguei todos meus pecados
Vendo aqueles que você viveu
Agora somos condenados
Seus desejos são os comandos meus
Quem sabe eu te leve amanhã
Comigo por aí pra passear
E vamos a uma casa de espelhos
Onde haja só nós dois pra enxergar
Fique comigo
E eu velo o teu sono
Fique comigo
E obedaça o seu dono
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Nina Hartley

Amigos!
Here I go again on my own! Demos uma atravancada nas sessões de gravação do "À moda do caos", agendando algumas participações (teclados, percussão, backing vocals), mas, na semana que vem, parece que tudo estará encerrado e poderemos finalmente partir para a mixagem. Eu vou ao estúdio amanhã fazer algumas dobras e backing vocals, e nossos convidados estão agendados para semana que vem, quando a parte de gravação chega ao fim. Também ficamos longe do estúdio para tocar. Na semana retrasada, dias 31 de outubro e 1º de novembro, fizemos dois shows em São Paulo. O show do dia 31, no Inferno, foi bacana, novamente na companhia da Baranga, caras realmente sensacionais que trombamos nas esquinas do rock e com os quais já tivemos oportunidade de tocar uma pá de vezes. No dia seguinte, no Quintal da Fã!, espaço recém-inaugurado por nosso entusiasta, parceiro e porto seguro em todas nossas incursões em São Paulo, Adauto Oliveira, foi ainda mais legal. Convidamos vários parceiros para tocar no Quintal, e foi sensacional ter o Pepe, baixista do Tomada, tocando com a gente, mais o Lu Stopa, que conhecemos de um show com o Marcelo Nova e grande brother do Jim, também o Paulão, da Baranga, monstro sagrado da bateria, e mais Ozzy, Criolo e Bizorro, do Fungos Funk, nossos conterrâneos de JF há muito radicados em SP. Foi uma noite daquelas para não se esquecer nunca mais, daquelas que você simplesmente não quer parar de tocar e se divertir. Neste fim de semana cairemos na estrada de novo, desta vez para um show no Rio, com nossos amigos da Hibrida, confiram no nosso flog (www.fotolog.com/martiataka). A letra de hoje é "Nina Harley". Para quem sabe ler, um pingo é letra, mas nem todo mundo domina o idioma, então, melhor explicar. Nina Harley (a moça da foto) é uma grande dama do cinema adulto dos anos 80, que nos ensinou muita coisa sobre o relacionamento mais básico entre homem e mulher, especialmente a mim e ao Fabricio, mais veteranos que Frango, Jim e Sarmento, do tempo em que tinha que pegar fita escondido na Soares Video Locadora, no Video Cine ou na Getúlio Vargas, em Ubá. Então, nada mais adequado que uma homenagem a esta grande figura do VHS. Esta música esteve entre as limadas das sessões de "Trindade", mas continuamos tocando-a nos shows por muito tempo depois daquilo, e a presença dela no "À moda do caos" ocorreu de forma bastante natural. Tem um slide poderoso que o Fabricio gravou e que, eu acho, a galera vai curtir bastante. Esta nasceu de um jeito clássico: cheguei com a letra para o Fabricio e ele, expert no assunto, ficou empolgadíssimo, pegou o violão, começamos a improvisar e assim nasceu a cria. Tem algumas citações de filmes da Nina, e os iniciados devem reconhecê-los. Com vocês, "Nina Hartley".
NINA HARTLEY
Eu me lembro
Você era enfermeira
Não era fácil
Dava duro a noite inteira
Mas deixava o paciente feliz
Sim, eu me lembro
Você sempre almoçava comigo
Lavava os pratos
E deixava tão limpos
Todas as tardes antes de ir
Sei que não era mole
Tantas horas de trabalho seguido
Mas lá no fundo eu sabia
Você acabava comigo
Nina
Onde foi que você se meteu?
Ninguém te quis tanto quanto eu
Eu tenho a prova em minha mão
Nina
Queria ter uma notícia sua
Onde é que fica a sua rua
Pra eu te achar no próximo verão
Mas eu me lembro
Dos tabus que você quebrou
Sim eu me lembro
Dos esporros que levou
Só para eu poder te curtir
Sei que não era mole
Tantas horas de trabalho seguido
Mas toda noite eu sabia
Você acabava comigo
Eu me lembro
Você era enfermeira
Não era fácil
Dava duro a noite inteira
Mas deixava o paciente feliz
Sim, eu me lembro
Você sempre almoçava comigo
Lavava os pratos
E deixava tão limpos
Todas as tardes antes de ir
Sei que não era mole
Tantas horas de trabalho seguido
Mas lá no fundo eu sabia
Você acabava comigo
Nina
Onde foi que você se meteu?
Ninguém te quis tanto quanto eu
Eu tenho a prova em minha mão
Nina
Queria ter uma notícia sua
Onde é que fica a sua rua
Pra eu te achar no próximo verão
Mas eu me lembro
Dos tabus que você quebrou
Sim eu me lembro
Dos esporros que levou
Só para eu poder te curtir
Sei que não era mole
Tantas horas de trabalho seguido
Mas toda noite eu sabia
Você acabava comigo
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