segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Na sua frente


Hola! Gravações quase finalizadas, agora só colocando alguns extras, como teclados, metais e percussões em algumas músicas. Vamos ter participações de alguns músicos bem bacanas daqui de Juiz de Fora neste trabalho, e, à medida que eles forem gravando, a gente vai contando aqui como foi. Hoje e amanhã temos ensaio, porque vamos para São Paulo no fim de semana para mais dois shows que, esperamos, sejam tão bons quanto a maioria dos que fizemos lá. Há alguns dias tocamos no Muzik com o Radiotape, foi divertido como sempre é. Acima, uma foto daquela noitada por Renato Campos. A letra que postamos hoje é de "Na sua frente", uma composição única dentro de "À moda do caos" pela forma com que foi construída: com todo mundo junto trabalhando na música e na letra. Começou com um riff e um refrão que o Frango tinha. Estávamos lá na casa do Fabricio, ele mostrou esse material, e alguém, não me lembro quem, deu a idéia de fazermos a música ali, naquela hora. Sugeriram que o tema fosse carro e mulher, e começamos juntos a escrever os versos e ir desenvolvendo a música. E deu no que deu.


Salud y pesetas!


Del


NA SUA FRENTE

Eu vi os seus faróis ligados
Eram um convite para uma noite de pecado
Parei retrovisor com retrovisor
Suas intenções estavam bem no ronco do motor

Você podia bem ser a minha menina
Mas só queria um pouco de adrenalina
Então baby se prepare pra correr
Pois o aditivo no meu sangue vai ferver

REFRÃO
3, 2, 1
E com o vento em meu cabelo
Eu só te vejo pelo espelho
3, 2, 1
Eu acelero loucamente
Porque eu quero é chegar na sua frente

Por favor não me leve a mal
Mas se é assim eu vou ser profissional
É, eu vou te deixar na saudade
Cruzando todos os faróis vermelhos dessa cidade

Agora você vai correr atrás
E aprender a não me provocar mais
É uma lição pra que você nunca se esqueça

Embora o cheiro dos seus fluidos me enlouqueça

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Eu


Hola, amigos!


A produção do disco novo continua a todo vapor. No último domingo, dia de eleições municipais, nos reunimos na casa do Sarmento para ouvir os bounces das músicas com o que tinham até então. Tomamos umas cervejas e fizemos algumas anotações sobre pequenas mudanças, violão que entra, mudança de um solinho aqui e outro ali etc. Ontem, eu fui para o estúdio à tarde com o Kain e gravei mais três músicas: "Eu", "Seu dono" e "Nina Hartley", nesta ordem. Assim, só faltam agora mais duas para fechar a fatura. Foi bem rápido, fiz dois takes de "Eu", dois de "Seu dono" e um só de "Nina", depois uma correções aqui e acolá, e sartei fora. O Fabricio chegou um pouco depois e mexeu em algumas coisas de guitarra também e colocou aquelas anotações que fizemos na casa do Sarmento em prática. Abaixo, segue a letra de "Eu". Esta música, bem AC/DC, foi composta pelo Fabricio (ver foto de celular acima), e a banda pouco mexeu nela. Já chegou pronta. Na verdade, eu só escrevi mais uma estrofe porque a gente tava achando a música curta, seguindo a lírica que o Fabricio já havia idealizado. É uma canção simples, mas todo mundo gostou dela de cara e, talvez por isso, a gente não tenha fuçado muito, para não atrapalhar o que funciona tão bem do jeito que está. Tirando "Nina" e "Nem vem", que são composições mais antigas, foi a primeira da safra "À moda do caos" que levamos ao palco, no início do ano, ainda com o Leandro na banda, em shows no Rio de Janeiro (falando em shows, confiram a agenda no fotolog - www.fotolog.com/martiataka -, porque voltaremos ao Rio e a São Paulo nas próximas semanas). Confiram a letra abaixo:



EU (SÓ QUERO SABER DE MIM)

(Barreto/Guiducci)


Eu não ligo pro que pensam de mim
Eu não me esforço pra agradar os que estão à minha volta
Não penso duas vezes quando me atormentam
Eu abro o portão e a cachorrada se solta
Eu não quero saber o que rola lá fora
Eu sou minha própria doença e também meu remédio
Não gosto daqui, logo eu vou-me embora
E deixo pra trás quem me afoga no tédio


Porque eu só quero saber de mim
Eu só quero saber de mim


Eu não espero mais ninguém me salvar
A minha mão na fogueira eu não boto mais
Os seus problemas são seus e o que eu tenho com isso?
Eu faço o meu, você que corra atrás

Eu sei que agora o sol gira ao meu redor
Pois cansei de fazê-lo brilhar pra você
Eu cansei de ralar e ficar na pior
De agora em diante é assim que vai ser

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Nem vem


Começamos o post com uma foto do show no Parque de Exposições, que foi bom apesar de tudo (ou de nada, rs!). Na semana passada ficou faltando postar uma letra que eu havia prometido aqui. "Nem vem" é uma velha conhecida e, como vocês verão, uma sobrevivente. Ela apareceu primeiro na época da gravação do "Trindade". O Fabricio apareceu com ela, e eu, particularmente, chapei na música na hora, achava que tinha tudo a ver com a banda e com as nossas raízes fincadas no blues e no country-rock. Mas ela acabou ficando de fora do "Trindade". Depois, veio a pré-produção do "À moda do caos", e novamente ela estava entre as candidatas, mas acabou limada na seleção que fizemos para definir as dez faixas que entrariam no CD. Quando decidimos deixar de gravar "Osso duro", colocamos as demos para ouvir no estúdio, junto com o Kain, e decidimos, por fim, registra-la no novo disco. Pouca coisa mudou desde que fizemos o primeiro arranjo, ainda com o Diogo e o Douglas na banda, apenas uns ajustes na letra do Fabricio e um novo final - que é o meu predileto do CD, ao lado de "O ódio que alimenta". Divirtam-se!



NEM VEM

(Barreto)

Eu te seguia pelas ruas por noites a fio
Fazendo tudo pra você me notar
Eu só queria você nua, deitada comigo
Fazendo tudo e em qualquer lugar

Você me via e fingia cínica
Que não tinha ninguém olhando pra você
Me dizia um não e então sorria
Com aquela cara de sarcasmo e prazer


Mas agora tudo é diferente
Eu tô por cima, não sou mais inocente
Você me segue por aí aos berros
Mas agora eu é que não quero


REFRÃO
Nem vem, nem vem
Nem vem que agora eu tô em outra baby
Você sabe muito bem
Que o tempo passa e a fila anda


'Cê me dizia larga essa guitarra
Com ela 'cê não vai para lugar nenhum
E ficava toda cheia de marra
Me esnobando como se eu fosse qualquer um

Mas hoje eu vou a festas chiques
Bem nos lugares que você sempre quis ir
E você sempre dando os seus chiliques
Arrependida por não estar comigo bem aqui

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Eu não menti

"Eu não menti" também tem uma história curiosa sobre a maneira como foi composta. Eu tinha uma base rock 'n' roll, uma mistura de Black Crowes com Juliette & The Licks (????), bem festeira, e que precisava de uma letra que fosse neste mesmo sentido. Aí, numa destas madrugadas solitárias, eu tava teclando com o Jim no MSN, e sugeri da gente escrever uma letra juntos, ali mesmo. Fui mandando uns versos, ele foi mandando outros e, no fim da noite, tínhamos alguma coisa. Ele salvou o papo todo, juntou tudo lá e me mandou no dia seguinte (e eu nem lembrava de muita coisa!!!) num arquivo .txt. Então eu lembrei daquela música que tinha, dei uma lapidada na letra, ajustei as métricas e assim nascia "Eu não menti". Levei pra mostrar ao Fabricio, ajeitamos o refrão, e ele criou um riff Darkness fodaraço que vocês vão ouvir em breve. Temos pensado em usar um coral gospel e saxofone nesta canção, que ficou bem divertida, dançante, pra cima. É um outro rockão do CD.


EU NÃO MENTI
(Barreto/Salomão/Guiducci)
Eu não menti quando disse
Que você era a garota mais linda do bar
Eu não menti quando disse
Que com você o mundo podia acabar
Eu não menti quando disse
Que o seu cheiro me deixava louco
Eu não menti quando disse
Que todo o tempo que houvesse pra nós dois era pouco


Era tudo verdade
Mentira alguma saiu da minha boca
Mas se mesmo assim você insistir
Tudo bem... eu conto outra!

Eu não menti quando disse
Que eu me endireitava e voltava a andar na linha
Eu não menti quando disse
Que eu me entregava se você entrasse na minha
Eu não menti quando disse
Que tudo o que eu queria era ficar com você
Eu não menti quando disse
Que era o seu corpo todo que eu queria morder

Eu não menti quando disse
Que você era o tipo que me restaurava a fé
Eu não menti quando disse
Que eu não desejava mais nenhuma outra mulher
Eu não menti quando disse
Que com você eu até me arriscaria a casar
Eu não menti quando disse
Que eu até mentiria só para poder te ganhar

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Ela só quer se divertir

"Ela só quer se divertir", terceira música do CD, a exemplo de "Na sua frente", foi uma música feita "sob encomenda", uma experiência nova dentro da histórico de composições do Martiataka. E, a despeito do que eu pudesse imaginar antes, deu muito, muito certo. A história é a seguinte: quando a gente estava dando uma olhada no material que tínhamos para começar a trabalhar nos arranjos de "À moda do caos", o Fabricio achou que faltava uma música um pouco mais elogiosa para as mulheres, uma música mais dançante também, algo que não estava aparecendo dentro daquele material pré-selecionado - e que nós gostamos de fazer também. Então, em vez de pescar uma letra no meu baú, disse pro Fabricio "faz uma música com uma pegada mais ou menos assim-assim-assado (em vez de pegar algum riff que tivesse guardado) que eu vou pra casa fazer uma letra e depois a gente junta tudo". E assim foi, e surgiu "Ela só quer se divertir". Como todas as músicas do CD, com os devidos ajustes e alterações - às vezes elas são muito profundas - sugeridos e discutidos com o Jim, o Frango e o Sarmento (e o Leandro também, antes da saída dele). Temos tocado esta música ao vivo e, pelo que temos sentido, é uma daquelas que vai ficar no repertório dos shows por muito tempo.


ELA SÓ QUER SE DIVERTIR
(Barreto/Guiducci)

Quinta-feira à noite e ela tá com o diabo
Naquele corpo lindo e todos querem um pedaço
Hoje é só ela e mais ninguém pra atrapalhar
Nenhuma amiga falsa e nenhum cara pra amolar

As pernas longas desfilam em salto alto
Como um avião em marcha lenta pelo asfalto
As costas nuas e o decote sem noção
Só mostram o necessário pra atiçar a imaginação

Só meia hora no salão
Não precisa mais que isso não
Para retocar o que a natureza já fez tão bem
Ela só quer se divertir e não dá mole pra ninguém

Enquanto ela dança
Ela não tá nem aí
Pro que aconteceu de dia
Ela só quer se divertir

Não chegue perto
Ela pode explodir
Ela é nitroglicerina pura
Ela só quer se divertir

Enquanto seus cabelos chicoteiam pelo ar
Todo mundo baba, da entrada até o bar
Hoje ela tá em outra mas seduz quem ela quiser
Meninos e meninas que delícia de mulher

Ninguém na pista a ignora
A terra pára e ela roda
Como um furacão pronto pra arrebentar
Ela só quer se divertir e ninguém pode segurar

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Brinquedo favorito

"Brinquedo favorito" vai ser a segunda música do "À moda do caos". Esta é uma canção mais, digamos, sexual. Passamos por alguns arranjos diferentes na intro, mas ficou muito bacana com a solução final encontrada pelo Fabricio. A história da construção desta música é a seguinte: eu cheguei com a letra e a melodia já prontas para o Fabricio, a gente sentou na casa dele e foi definindo as bases e elaborando os arranjos. Depois, o resto da banda - o Leandro Trombini trabalhou nesta música com a gente na época da pré-produção - foi contribuindo, como de hábito, a canção foi para cá e para lá e virou o que virou. Tem uma das pegadas mais rock 'n' roll clássico do CD.


BRINQUEDO FAVORITO
(Barreto/Guiducci)

Eu não tenho coragem para escrever poesia
Então te fiz um rock, baby, cheio de malícia

É sobre as suas costas, esta planície escancarada
Onde estrelas caem e eu perco o rumo de casa

É o seu corpo devorado
Pela fome nos meus olhos
É a minha queda pelo pecado
Me derrubando no seu colo

Você pode fazer o que bem entender comigo
Mas entre na história sob a sua própria conta e risco
Sendo usado eu também me divirto
Enquanto eu for o seu brinquedo favorito

As marcas no meu corpo, tão bem desenhadas
Por seus dentes, dedos, unhas... vestígios da madrugada
Ardendo em minha pele, me obrigando a retornar
E implorar por sua saliva, baby, que cura todo o mal

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Pedra de gelo

"Pedra de gelo" é a música que a gente escolheu para abrir o disco. Entre todas, talvez seja a que melhor expresse o teor de "À moda do caos", musicalmente falando. É também emblemática no sentido de ser uma das primeiras músicas compostas pela nova formação. A canção, com melodia e tudo, é do Frango. A letra é minha, o Fabricio fez o casamento entre as duas, e a banda toda, junta, deu a cara que ela tem hoje. Dela sairá também o primeiro clipe. Assim que der, colocamos um pedacinho de uma pré-mix no Myspace pra vocês sacarem. Se preferirem uma versão "tosqueira", tem uma que filmamos em um ensaio de pré-produção, em março deste ano, no YouTube: http://br.youtube.com/watch?v=u1dcPL0yXgA.

PEDRA DE GELO
(Barreto/Fonseca/Guiducci)

Não acredite nas minhas mentiras
Nas palavras de um grande enganador
Eu sou um embuste, eu sou um fajuto
Mendigando migalhas de amor

Você não sabe o que está fazendo
Quando se entrega a mim sem pudor
Te dou a mão e te faço em pedaços
Para aplacar a minha dor

Eu escondi meu coração
E guardei pra ninguém achar
É uma rocha morta, é uma pedra de gelo
Que serve só para machucar
Uma pedra de gelo e serve só pra machucar

Eu sou um cachorro que já nasceu vadio
Um vagabundo que não vai arriscar
Quando acabar e estiver tudo enterrado
Encontro outra pra me saciar

Você não sabe o que está fazendo
Quando se entrega a mim sem pudor
Te dou a mão e te faço em pedaços
Para aplacar a minha dor

Eu escondi meu coração
E guardei pra ninguém achar
É uma rocha morta, é uma pedra de gelo
Que serve só para machucar
Uma pedra de gelo e serve só pra machucar

Sim, eu posso te fazer feliz
Eu faço isso só pra me agradar
Mas saiba que eu nunca me entrego
A sua hora não demora a chegar